Infância
Na verdade, junto às árvores, natureza e a brisa eu me lembro da ingenuidade de quando fui menina
De tantas promessas que acreditei, de todos os "nãos" que enfrentei
Recordo da verdade que contei, do dia e de como chorei
Dos momentos isolados que passei
para provar à mim mesma que há cura para a dor que semeei
Eu semeei, ninguém acreditou, e então a ceifei dominando a dor
Cobrindo-a com sentimentos supérfluos
Tendo por obséquio uma tríade de caminhos
Mas nenhum me trazia paz,
Bonança, beldade, confiança.
Ter mas não ser
O motivo de ser adulta rispida, as vezes , pouco submissa, é dos momentos ardidos do passado que virou um presente ácido
Uma criança de frente à um ser insensível, com o ego cheio de promiscuidade, com o coração eivado de maldade
Com dissabores distintos, na alma do aflito, sempre tem refúgio ainda que cont
rito.
